O Rio
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Que saudade de outrora
Era criança na beira do rio
Éramos duas crianças sem medo ,mas com fome
Não tínhamos nada ,apenas a fé
Só existia nós dois e a esperança futura
Eram sonhos puros sem medo da vida
Mas num temporal sem aviso
Tudo mudou sem ver
Já não se tem mais o rio
Os sonhos já não existem
No peito um coração não há
Só o desejo de ir além da vida
Cumprir a velha promessa: “nunca mais teremos fome”
Que essa tristeza trouxe
Cada um para seu lado
Preconceitos ,dores e ódio
Assim que vivemos e será assim que viveremos?
Nada sei do futuro
Mas sinto saudades do rio
Era feliz e não sabia
Já não sei o que é amar
Só sei que errei e magoei
Perdi meu irmão (a),família e amores
Errei pelas estradas
E hoje não sei como voltar ao rio
Perdi você por nada…
Adeus meu irmão…
Mas hoje não sentimos mais fome…
Autor : Daya
15/11/2007

