Madrugada fria
quarta-feira, 20 de dezembro de 2006
É madrugada fria
Não consigo dormir
Você não sai da mente
Reviro no sofá conversando com as paredes
Abro a janela sentindo o vento frio
Só vejo a neblina na escuridão
Sem nada de vida
Apenas um vazio que penetra na alma
Sinto-me parte dela
É como se há entendesse, fazendo parte de mim.
Um coração frio e gelado
Sem amanhecer que enobrecesse seu caminho
Sou assim um andarilho da solidão
Um pescador sem anzol
Um mar sem peixe
Uma estrela sem luz…
Quero mudar tudo já
Mas preciso saber aonde ir e começar
Sou como “Drácula” na procura do seu destino
Onde um amor pode mudar tudo
Algo impossível de se ter
Uma luz que faz no frio um coração arder em chamas
Realizando tudo que mais deseja: te amar
Amor que move montanhas
Amor que arde sem ver
Que queima a mais profunda tristeza
Fazendo a noite ser mais bela que o dia
O frio ser um romance além da neblina
Um desejo realizado no êxtase da alcova
Murmúrios em declaração de amor
Sonhos escondidos realizados numa noite fria
A beira da lareira em chão tão quente
Evaporando nossos suores
Cravando lembranças em nossas almas
Guardadas no envelhecer do tempo
Levadas pelos ventos aos céus…
Autor: Daya
17/12/2006

